Palestra de abertura
Nos 11 anos em que Carla e eu temos nos dedicado a este trabalho, temos tentado encontrar uma maneira clara e direta de expressar o que vemos e de falar sobre o fato de que descobrimos um método através do qual qualquer pessoa, com o simples ato de olhar para dentro de si, pode se livrar do problema fundamental que caracteriza o ser humano e que nos leva à percepção de que a vida está atrás de nós, de que estamos presos aqui nesta vida, de que não sabemos o que estamos fazendo, de que somos inúteis, e faz com que a vida humana pareça ser puro sofrimento.
Continue reading "Encontro Global Online com John Sherman – 11 de setembro de 2010" »
Adaptado de um Encontro com John Sherman em Santa Mônica, Califórnia em 28 de março de 2010.
Eu gostaria que você verificasse se existe em você a ideia de que o que eu sugiro, isso de que eu falo aqui é mais uma versão de algum outro ensinamento. Mais uma versão de advaita vedanta, de não-dualidade, ou de qualquer outro ensinamento. Eu gostaria que você verificasse se este tipo de relacionamento com o que eu estou dizendo está presente em você porque, se este é o caso, sugiro que, antes de seguirmos adiante, vocês reflita sobre isso.
O que tenho a dizer não é um ensinamento espiritual. Não é algo que o conduzirá a uma transcendência, a uma transformação ou a uma fuga da vida humana comum. Não é algo que vai torná-lo iluminado. Você já é iluminado. Não é algo que lhe dará um meio de fugir da sua vida. Não é algo que tornará todas as experiências da sua vida tranquilas e fáceis. Não é algo que o livrará dos comportamentos condicionados, reações, relacionamentos e opiniões sobre as coisas acumulados com o tempo. Essas coisas levaram tempo para se formar e levarão tempo para desaparecer.
Continue reading "Este olhar é espiritual?" »
É verdade que eu tenho muito pouco a dizer. Isso pode parecer estranho, especialmente para as pessoas que estão comigo há algum tempo, já que quando começo a falar não consigo parar. Isso é só um padrão de comportamento antigo que parece estar ainda arraigado. Mas no que se refere a algo que seja realmente útil, eu tenho muito pouco a dizer. E o que tenho a dizer, por mais que eu continue falando, é isso. Isso é o que eu realmente quero que vocês escutem; o resto é opcionale é puro ornamento.
A única coisa que precisa ser feita para que você se veja livre, de uma vez por todas, da sensação de que há algo de errado com sua vida (algo de errado com você, algo que você está fazendo errado, algo que você deveria estar fazendo mas não está, algo que você não entende e devia entender), a única coisa que precisa ser feita para dissolver e evaporar a sensação de que alguma coisa está errada e precisa ser consertada para que você possa finalemente receber o que a vida tem a oferecer é olhar para você.
Continue reading "Encontro com John Sherman em Santa Mônica, Califórnia - 22 de novembro de 2009 " »
Olá a todos e bem-vindos. Obrigado por estarem aqui. Tenho aqui um email que quero ler e comentar porque levanta questões sobre as quais eu gostaria de falar, e que eu esperava que alguém mencionasse em algum momento.
Mas, antes disso, quero dizer algumas palavras sobre o que eu falo, sobre o que sugiro que você faça, e sobre o estado das coisas na interminável luta da existência humana para encontrar uma saída, um maneira de escapar desta sensação contínua de que tem alguma coisa errada, de que eu não sei como viver uma vida correta, de que eu preciso encontrar uma maneira de me libertar da sensação de que sou um prisioneiro, de que estou à mercê desta vida, desta mente; de que estou correndo perigo, de que sou um estranho em minha própria vida, buscando transformá-la e transcendê-la (ou a mim mesmo) de modo a por um fim a essa sensação de que há algo errado, de que há alguma coisa que eu ainda preciso decifrar nesta vida.
Continue reading "Encontro com John Sherman Santa Mônica, Califórnia 26 de julho de 2009" »

Nasci em agosto de 1942, em Camden (Nova Jérsei), de pais sobre os quais sei muito pouco, além do que ouvi dizer. Quando tinha três ou quatro anos, minha mãe e meu pai se separaram e eu fui morar com minha avó, evangélica pentecostalista batizada no Espírito Santo, e meu avô.
Quando tinha uns dez anos, meu avô morreu e minha mãe voltou para a nossa cidade, para o funeral. Pouco depois, ela se casou novamente, com um homem afável e gentil, que era um operador de máquinas-ferramenta de alta precisão. Ele me deu muito e me forneceu a base para uma visão filosófica da vida. Eles me levaram da casa de minha avó e, mais ou menos um ano depois, minha mãe, meu padastro e eu nos mudamos para o sul da Califórnia.
Continue reading "Autobiografia breve" »
Em 1993, eu estava cumprindo pena em uma prisão federal em Englewood, no Colorado. Estava no décimo quinto ano de prisão, por causa de assaltos a banco e atos de sabotagem de cunho político realizados durante os anos 70. Naquela época, eu não tinha absolutamente nenhum interesse em nada espiritual. Já tinha me convencido há muito tempo de que todas as coisas espirituais eram apenas histórias que contamos para nós mesmos, no intuito de nos ajudar a passar os dias sem morrer de desespero diante da óbvia inutilidade e desesperança de nossas vidas que, em última instância, são apenas carne morta, andando e falando até cair morta novamente. Eu realmente não tinha nenhum interesse em nada espiritual. Mas, em setembro de 1993, um amigo me convidou para uma reunião com uma mestra espiritual que estava para vir à prisão; segundo ele, ela era uma mulher loura e deslumbrante do sul do país, que trazia com ela um exótico ensinamento espiritual indiano. Ele me perguntou se eu gostaria de ir à capela e passar um par de horas com ela. Claro que eu gostaria. O objetivo dela não tinha importância. Eu tinha a opção de passar um par de horas em uma sala pequena, com uma loura deslumbrante do sul do país, com um ensinamento exótico para oferecer. Que mal poderia haver nisto?
Continue reading "A história de como eu conheci Gangaji, virei espiritual e encontrei o segredo da felicidade eterna " »