Transparência e responsabilidade
Mestres espirituais têm que obedecer a padrões mais elevados de comportamento e transparência do que seus discípulos; nós não podemos ser eximidos de nosso comportamento abusivo e cruel, com base na idéia de que somos inerentemente imunes à crítica em virtude de nosso avançado estado de realização.
Nós somos, afinal de contas, aqueles a quem as pessoas se dirigem em busca de ajuda para resolver os aspectos mais profundos e perturbadores da existência humana; nós somos aqueles a quem elas se dirigem em busca da liberação final do sofrimento universal que parece ser o destino natural de uma vida humana. Assim sendo, queira ou não queira, nós somos vistos como seres fora e acima da norma, diferentes delas, e respondendo a um chamado mais elevado do que a satisfação, felicidade e gratificação pessoais.
As pessoas que vêm até nós geralmente estão dispostas a por tudo em risco, na esperança de serem guiadas de uma vez por todas ao fim do sofrimento e da confusão e à eliminação do anseio pela felicidade. Elas vêm a nós condicionadas por milhares de anos de tradição tacanha, acreditando que somos inescrutáveis e que os padrões normais de conduta humana não se aplicam a nós. Elas acreditam que o que temos para lhes oferecer é tão misterioso e oculto aos olhos comuns que lhes falta uma base para julgar nossa conduta; por mais abominável que seja, ela pode ser exatamente o que é preciso para “despertá-las”.
É claro que nós podemos recorrer a idéias falidas sobre não-dualidade e que tais para justificar as nossas falhas mas, na minha opinião, isto não funciona; isto é simplesmente mais uma história limitada sobre a realidade; uma história sem vida, sem alegria, sem nada real. Nós que desempenhamos este papel peculiar precisamos ser francos acerca de nossos atos e temos que assumir a responsabilidade pelos nossos erros, por mais “não espiritual” que isso possa parecer. As pessoas confiam em nós, e nós temos que fazer todo o possível para nos manter merecedores desta confiança.
Você é o mestre. O guru não existe. Não existe ninguém para dispersar as trevas. Não há ninguém a quem se deve devoção; ninguém a quem devoção é devida como uma condição para a sua realização, e nada em você que precise ser consertado. Não há nada que precise ser removido para você poder ver o que você é. Você é tudo que existe.
24/11/06 às 14:07
Oi Carla, oi John
Sempre que li suas palavras, mais simples se torna acreditar em minhas impressões. As vezes uma onda de insatisfação se passa, é como uma onda, não me identifico e nem procuro porques, simplesmente continuo até a proxima onda, o mesmo acontece a essa onda tranquila e satisfeita que surge e percebo que dura mais tempo que a outra, mas tambem a ela não me identifico ou procuro razões e porques.
Antes eu procurava um mestre, hoje eu existo.
Sempre OBRIGADO
1/11/07 às 13:46
eu vi a verdade ainda pequena, muitas vezes vi a verdade desta existência eterna sem nenhuma explicação,qndo criança,na adolecência, como adulta ,vislumbres que me levaram a encontrar um mestre disto.encontrei osho; perfeito! incrivel…falava em seus livros “daquilo” o qual me sentia cumplice de um segredo que guardávamos com amor indescritível ,assistia osho confeccionando chaves brilhantes ,abrindo compartimentos desconhecidos para cada dicípulo que podesse ver,outros eram fisgados como peixes no anzol…sem nenhuma dúvida grandiosos momentos da história de meu mestre
no mundo! minha paixão por osho me levou até suas meditações,grupos com dicípulos e por último satysangs com um de seus dicípulos aqui no Brasil,esse mestre me trouxe compreenções significativas para a realização do que verdadeiramente somos, mas para aquilo que ele não podia me ajudar ou que ele mesmo não compreendia para tal, houvera o osho e a vida como um todo.estou numa encruzilhada com este mestre pois minha aceitação total dele como mestre levou-me a entrega que não mais acredita nas atitudes do mestre abusivo…mas iluminado ! tenho amor e gratidão por este mestre sinto dor por isto que parece vir a ser um rompimento ! satysang esta na minha vida hoje como o centro de tudo,quero colocar-me a serviço disto; ontem mais uma vez houvera um satysang esqueci-me de convidar as pessoas,tive um dia cheio ,algumas tarefas pessoais a solucionar,qnd aproximava-se o horário do satysang senti que precisava ficar quietinha em silêncio em minha casa. os encontros embora bem elaborados parecem acontecimentos e não “satysang”… o que há ? satysangfonistas como diz um certo amigo,é o que está surgindo no mercado ? hoje pela manhã recebi um email com um texto de gangaji,meus olhos se encheram de lagrimas a mente entregue…a beleza , a perfeição estavam ali naquelas palavras. só o silêncio pode perceber o silêncio…estou avesso a banalização das palavras .