A história de como eu conheci Gangaji, virei espiritual e encontrei o segredo da felicidade eterna.

26/12/06

Em 1993, eu estava cumprindo pena em uma prisão federal em Englewood, no Colorado. Estava no décimo quinto ano de prisão, por causa de assaltos a banco e atos de sabotagem de cunho político realizados durante os anos 70. Naquela época, eu não tinha absolutamente nenhum interesse em nada espiritual. Já tinha me convencido há muito tempo de que todas as coisas espirituais eram apenas histórias que contamos para nós mesmos, no intuito de nos ajudar a passar os dias sem morrer de desespero diante da óbvia inutilidade e desesperança de nossas vidas que, em última instância, são apenas carne morta, andando e falando até cair morta novamente. Eu realmente não tinha nenhum interesse em nada espiritual. Mas, em setembro de 1993, um amigo me convidou para uma reunião com uma mestra espiritual que estava para vir à prisão; segundo ele, ela era uma mulher loura e deslumbrante do sul do país, que trazia com ela um exótico ensinamento espiritual indiano. Ele me perguntou se eu gostaria de ir à capela e passar um par de horas com ela. Claro que eu gostaria. O objetivo dela não tinha importância. Eu tinha a opção de passar um par de horas em uma sala pequena, com uma loura deslumbrante do sul do país, com um ensinamento exótico para oferecer. Que mal poderia haver nisto?

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Precisamos de um novo modelo…

23/11/06

Em tempos remotos, a humanidade (ou seja, nós) lidava com os horrores de uma existência inexplicável em um mundo inclemente e implacável através da criação de deuses e espíritos, que então eram adorados com medo e devoção incondicionais. Nós nos curvávamos reverentemente diante deles, considerando-os a fonte de todas as coisas, boas e más, que nos aconteciam. Buscávamos meios de apaziguar estas forças obscuras e incompreensíveis, para nos proteger de seus movimentos inescrutáveis no mundo, através de sacrifícios; através da intervenção de feiticeiros, ritos e rituais supersticiosos; e através da submissão abjeta ao que imaginávamos ser a sua vontade.

E então, há mais ou menos 2.500 anos, começamos a nos libertar desta confusão obscura, e surgiu em nós a idéia de que a verdade de todas as coisas só pode ser encontrada dentro de nós mesmos. Esta virada deu origem a todas as religiões e práticas espirituais não animistas ainda vigentes no mundo de hoje. Na Índia, os Vedas, os Upanishads, e os ensinamentos de vedanta, dvaita e advaita surgiram todos a partir desta idéia nova e surpreendente: Deus está dentro de nós; a verdade está dentro de nós; a liberação do sofrimento e da confusão está dentro de nós; a Realidade absoluta está dentro de nós. (leia mais…)

Transparência e responsabilidade

5/11/06

Mestres espirituais têm que obedecer a padrões mais elevados de comportamento e transparência do que seus discípulos; nós não podemos ser eximidos de nosso comportamento abusivo e cruel, com base na idéia de que somos inerentemente imunes à crítica em virtude de nosso avançado estado de realização.

Nós somos, afinal de contas, aqueles a quem as pessoas se dirigem em busca de ajuda para resolver os aspectos mais profundos e perturbadores da existência humana; nós somos aqueles a quem elas se dirigem em busca da liberação final do sofrimento universal que parece ser o destino natural de uma vida humana. Assim sendo, queira ou não queira, nós somos vistos como seres fora e acima da norma, diferentes delas, e respondendo a um chamado mais elevado do que a satisfação, felicidade e gratificação pessoais. (leia mais…)

Eu quero usar este espaço para discutir com você a simples e perfeita auto-investigação de Ramana Maharshi.

28/09/06

Vamos começar do começo, sem saber nada a não ser que estamos aqui, como seres humanos, e que parece haver algo fundamentalmente errado na vida como um ser humano: ela deveria ser melhor, mais fácil e mais agradável do que é.

Quero convencer você a experimentar este método, porque tenho certeza de que se você o experimentar, ele vai naturalmente energizar a sua vida interior e, por fim, acabará com a ilusão de sofrimento pessoal na qual, de alguma maneira, percebemos nossas vidas como promessas não cumpridas; as sensações de vida que vão e vêm em nossos corpos como objetos de medo, luxúria ou aversão; nossas mentes como temíveis e obscuras selvas de confusão; nossos amigos, vizinhos e familiares como inimigos; e este doce, doce mundo como um acampamento hostil. (leia mais…)

Carta de John Sherman à comunidade

23/09/06

Carta de John Sherman à comunidade
7 de Agosto de 2006

Queridos amigos,

Nestes sete anos em que tenho servido ao simples e perfeito ensinamento de Ramana chamado “auto-investigação” percebi claramente que, a despeito do que pensamos que queremos ou do que nos disseram que deveríamos querer, a certeza com relação à nossa própria natureza é a única coisa que todos nós desejamos verdadeiramente.

E descobri, a partir da minha experiência pessoal, e baseado nos relatos de pessoas que têm estado em satsang conosco, que o simples ato de voltar a atenção, sempre que possível, para a experiência nua e crua de existir resolve todos os problemas e aniquila qualquer tendência a projetar o meu sofrimento nos outros, a tomar dos outros o que eu acho que necessito e a destruir os outros, na crença de que eles são a causa do meu sofrimento. (leia mais…)


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